terça-feira, 30 de novembro de 2010

Os fundamentos para uma reforma política

Após o período eleitoral, voltamos com nossas atividades normais e convidamos a participar da palestra sobre Os fundamentos para uma reforma política, que contará com as ilustres presenças do senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, e de Luiz Paulo Vellozo Lucas, presidente nacional do ITV. A palestra será realizada dia 6 de dezembro, no auditório do PSDB (Rua Viscondessa do Livramento, 226 - Derby). Aguardamos a presença de todos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Funcionamento do Instituto no período de campanha

Como todos sabem o Instituto Teotônio Vilela em Pernambuco faz parte do PSDB, então estamos entrando em período de campanha eleitoral. Durante esse período não haverão cursos ou palestras, mas queremos chamar você que participou destas para receber seu certificado.

Vamos divulgar aqui a lista de pessoas que possuem o direito de receber o(s) seu(s) certificado(s) e ainda não compareceram em nossa sede.

Para receber deve-se agendar um horário via email: itvpernambuco@gmail.com nos dias de terça e quinta-feira das 14h às 17h.

Agradecemos a sua compreensão e esperamos por você.

Abaixo segue a lista de cursos com data, nome do cursos e pessoas que possuem certificados a receber.

Seminário de Técnicas e Procedimentos em Pesquisas Científicas
Período: 23/10 a 13/11/2009
1.       Danilo Leandro de Lima
2.       Givaldo Torres
2.     Waleska Magalhães Nunes

Organização do Estado e dos Poderes
Período: 08 a 29/03 e 05/04/2010
1.       Adilson Ferreira de Lima
2.       Rogério Lúcio Balbino
3.       Lucas Xavier Ferreira de Lima
4.       Deisiane da Conceição Viana de Santana Valdevino
5.       Ademilson José Saraiva Filho
6.       Annie Jéssica de Andrade Gonçalves Brasil
7.       Deise Maria Albuquerque de Lima
8.       Diana de Melo Viana
9.       Douglas de Azevedo Silva Filho
10.   Fernanda Maria Ferreira Coelho
11.   Giselma Maria da Silva
12.   Juliana Pinho Sodré da Mota
13.   Manuela de Souza Pereira
14.   Sabrina Real
15.   Antonio Gomes Beserra

Ciência Política Comparada
Período: 20 e 27/05 a 10/06/2010
1.       Adeilton José Corrêa
2.       Adriano Alencar
3.       Adriano Cruz Gomes
4.       Antônio da Costa Cebolão Neto
5.       Antônio Bezerra
6.       Alexandre José de Melo Silvestre
7.       Alexandre de Souza Acioli
8.       Aldo Vilela dos Santos
9.       Alcides França
10.   Augusto Cesar dos Santos Cavalcanti
11.   Augusto Rodrigues Neto
12.   Bruno Bezerra Lins da Cruz Gouveia
13.   Débora Duque de Almeida Braga
14.   Divaldo Lyra
15.   Francisco das Chagas Rolim Cartaxo
16.   Gema Alejandra Contreras Ortiz
17.   Gilson da Silva Simões
18.   Giovanne Herbert Amaral Leal
19.   Hugo Eduardo Souza Silva
20.   Isabella Cavalcanti da Silva
21.   Jordanna Vitória Rodrigues Barbosa
22.   José Albuquerque da Silva
23.   Josinete Maria da Silva
24.   Josoel José Lemos de Barros
25.   Juciana Lima
26.   Leonardo José Beltrão Pereira
27.   Leonardo Brayner e Silva
28.   Marcela Micheline Arruda Alves
29.   Manuella Ferreira de Moura
30.   Marcos Antonio Batista
31.   Marcos Antônio Matos de Carvalho
32.   Maria Carneiro de Albuquerque Franca
33.   Maria Clarice Chaves Costa da Silva
34.   Maria Cláudia da Conceição Nogueira
35.   Maria Cristina Pereira
36.   Maria José Borges Silva
37.   Mariana Galindo Calado
38.   Marta E. de S. C. Santos
39.   Nivaldo Carneiro dos Santos
40.   Ornil José Fernandes
41.   Osman Torres Ximenes
42.   Pattrícia Barbosa Leão
43.   Pedro Affonso Franco
44.   Pedro Jorge Teixeira de Lira Lima
45.   Rosane Pontes Rego Barros
46.   Roberval Moraes dos Santos
47.   Raíssa Marques Oliveira
48.   Rafael Camara de Souza
49.   Sergio Lucas dos Santos Soares
50.   Simone de Figueiredo Ferreira
51.   Vilma Pessoa
52.   Widson Vital de Araújo
53.   Willian Ferreira de Melo
54.   Yasmin Beserra Barbosa
55.   Francisco Armando Leal Duarte
56.   Euclides José Pereira da Silva
57.   Benedito Gomes de Freitas Neto
58.   Waldo Almeida Ramalho

Aula extra de Direito Constitucional (Ações no Controle Concentrado de Constitucionalidade)
Período: 13/05/2010
1.       Anna Beatriz Ferreira Malaquias
2.       Leonardo José Beltrão Pereira
3.       Oscar Lafaiete de A. Lima Filho
4.       Simone de Figueirêdo Ferreira
5.       Míriam Maria Florêncio da Silva
6.       Felipe José da Fonsêca Lima Campos
7.       Nilton Pereira da Cunha
8.       Felipe Pedro da Silva
9.       Marta Elizabete de Souza Campos dos Santos
10.   Sandra Lúcia de Araujo Soares

Curso de Direito Político
Período: 17 e 24/11 e 01/12/2009
1.       Osvaldo Bittencourt de Andrade Neto
2.       Natália Fernandes do Rêgo
3.       Manoel Augusto Xerita Maux
4.       Magdala Máximo Barbosa
5.       Luiz Felipe Farias Guerra de Morais
6.       Jefferson Ramos Timóteo
7.       Henrique Almeida de Godoy
8.       Daniela Veríssimo Mendes
9.       Bruno Loureiro de Oliveira
10.   Wilton Mirwald Garrett
Palestra de Propaganda Eleitoral em 2010
Período: 23/03/2010
1.       Francisco de Assis Souza Lucena
2.       Cícero Moraes
3.       José Príncipe da Silva Brito
4.       Simone Esteves Ferraz
5.       Fabrício Ferraz Xavier
6.       Elisa Albuquerque
7.       Luiz Inocêncio Feitosa Sales
8.       Carlysângela Silva Falcão
9.       Marília Gomes Pessoa Baptista
10.   Filipe Câmara Lins e Melo
11.   Rizoleide Lima Lopes
12.   André Coutinho
13.   Carlos Sales
14.   Erika Castaneda
15.   Camila Marquim
16.   Antonio Gomes Beserra
17.   João Orlando Alves
18.   Emília Lucena
19.   Silvio Rolim
20.   Bartolomeu L. Silveira Cunha
21.   Bruno Rolim
Direito Constitucional e Cidadania
Período: 15, 22 e 29/04/2010
1.       Adélia Belarmino de Lima
2.       Aldaci Alves da Silva Mola
3.       Alexciane A. de Lima
4.       Ana Jéssica de Oliveira Paiva
5.       Ana Lúcia Duarte dos Santos
6.       Ana Luisa Lima Cavalcanti
7.       Ana Paula Balbino dos Santos
8.       Bruna Roberta Pires Meira de Vasconcelos
9.       Carla Graziela da Silva
10.   Carmem Lucia Rodrigues da Silva
11.   Cleyton Douglas de Apolonio Vital
12.   Daniele Araujo Freitas
13.   Dayvison Borges Torres de Assis
14.   Edinete Maria de Castro
15.   Evelyn Veríssimo da Silva
16.   Felipe Francisco Gomes de Santana
17.   Gustavo Alves da Silva
18.   Hugo Leonardo Marques de Oliveira
19.   Iêdo Martins Moroni da Silveira
20.   Irandi Torres de Assis
21.   Jacqueline Maria de Lima
22.   Luiz Ernane Alves da Silva
23.   Luzinete Amorim Pereira
24.   Mariana Aguiar Matos
25.   Patrícia Gonçalves Ferreira
26.   Ravyane Camilo Floriano da Silva
27.   Roberta Vanessa da Cruz Santos
28.   Samara Lins do Nascimento
29.   Sandra Maria Lins do Nascimento
30.   Sandro Henrique do Nascimento
31.   Thelma Maria Vieira Reis
32.   Thiago Zion Cordeiro
33.   Verônica Macedo da Cruz

História Política do Brasil Contemporâneo
Período: 18, 19, 20, 21 e 22/01/2010
1.       Raphaela Duarte da Rosa Borges
2.       Walewska Sarinho Paiva Latache
3.       Piero Monteiro Sial
4.       Carlos Alberto Mendes F. Neto
5.       Maria Antonietta Silva Galvão
6.       Roberta Lima de Oliveira
7.       Ricardo José da Silva Rosário
8.       Henrique Malheiros Menelau
9.       Fábio José Viana Silveira
10.   Adalberto Passos
11.   Jonathan Alves
12.   Caio C. Lessa Ferreira
13.   Eduardo Jorge de Carvalho Fonseca
14.   Paula Fernandes de Queiroz
15.   Márcio Rosseline da Silva Ferreira
16.   William Ferreira de Melo
17.   Anne Janaina Ferreira Silva de Almeida
18.   João Orlando Alves
19.   André Luiz Lucena Raboni
20.   Carlos Alberto Souza Petrovich
21.   André Felipe de Lima Costa
22.   Ana Sofia Cardoso Monteiro
23.   Danielle de Arruda Costa
24.   Benedito Gomes de Freitas Neto
25.   Antonio Gomes
26.   Fausto Jader Alves da Silva
27.   Bruno Deusdedith Borba T. Melo
28.   Iedo Martins Moroni da Silveira

Iniciação à Ciência Política: Módulo I
Período: 27/04 a 01/06/2009
1.       Fausto Jader Alves da Silva
2.       Alcides Pereira de França
3.       Gabriel Guerra Laranjeira
4.       Flavio Barbosa Pereira
5.       Tiago Didier de Moraes Magalhães
6.       Fernando Gomes da Silva Júnior
7.       Fernanda Oliveira Bezerra Ribeiro
8.       Débora Camboim Leão
9.       Marcos Fábio Bedê Silva Aguiar
10.   Leandro de Albuquerque Menezes
11.   José Tarcísio Bezerra da Silva
12.   Márcio de Souza Menezes
13.   Carlos Augusto Ferreira Batista
14.   Maria Soraya de Queiroz Curvelo
15.   Otaviano Paulino de Souza Filho
16.   Tarcízio Chaves de Moura
17.   Maria José Borges Silva
18.   José Roberto dos Santos

Iniciação à Ciência Política: Módulo II
Período: 15/08 a 26/09/2009
1.       Anderson Pedro Lima de Souza
2.       Ana Elizabeth Pinto de Melo
3.       Elba Cristina Gomes Cavalcanti
4.       Adriano Cabral de Arruda
5.       Wagner Correa Neto
6.       Paulo Augusto L. de Barros e Silva Filho
7.       Viviane Loureiro
8.       Surama Maria de Souza Ferreira
9.       Suilma Raquel S. Pinto
10.   Rinaldo Nunes Pereira
11.   Ricardo Luiz Ferreira de Araujo
12.   Raphaella Abreu C. Campello
13.   Raphael Calabria Maia Gomes
14.   Milton Florentino de Araújo
15.   Maria Aparecida Beraldino Pires
16.   Marcos Antonio Candido da Silva
17.   Magda Regina Alberto Pinto
18.   Luiz Geraldo Caboclo dos Santos
19.   Julião Francisco Mendes Junior
20.   Josemi Paulo Bezerra Filho
21.   José George Rodrigues de Oliveira
22.   Jemerson Edias de Melo
23.   Jackson Wellington da Silva
24.   Gustavo Henrique de Aragão Ferreira
25.   Giselly Carolinne Silva dos Santos
26.   Francisco das Chagas Rolim Cartaxo
27.   Flavia Georgia Gouveia
28.   Erika Castaneda
29.   Ediane Luiza Felix da Silva
30.   Bruno Menelau
31.   Anna Margareth Barros Alves

Lembramos que o agendamento é feito apenas pelo email e não por telefone.
Aguardamos a presença das pessoas citadas acima.





quinta-feira, 24 de junho de 2010

PSDB completa 22 anos com orgulho do passado e preparado para o futuro

O Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB, completa nesta sexta-feira 22 anos de fundação com um legado de conquistas em todo o país, seja à frente dos governos federal, estaduais e municipais, seja com a atuação de seus quadros nos órgãos legislativos de Norte a Sul.



"O partido só pode se rejubilar. Foram 22 anos de mudanças no Brasil e nos estados governados por nós. Mudanças na economia, sempre a favor do povo mais pobre e de uma economia mais dinâmica. E, acima de tudo, consolidando as instituições democráticas e mantendo um estilo sóbrio de governar, sem leniência com a corrupção", declarou ao Diário Tucano/Rádio Tucana o presidente de honra da legenda, Fernando Henrique Cardoso, que está na Europa.
E neste ano de eleições gerais, a legenda apresentará aos brasileiros tucanos preparados para enfrentar os principais desafios que ainda persistem, a exemplo de José Serra, um dos principais nomes do partido com berço em São Paulo, mas hoje presente em todos os cantos.

O líder da Minoria da Câmara, deputado
Gustavo Fruet (PR), avalia que os tucanos têm muito o que comemorar nessas pouco mais de duas décadas de vida. Segundo ele, a legenda criada em 1988 reúne os segmentos mais variados da sociedade e está organizado em todo o país. "O PSDB cumpre uma das trajetórias mais bonitas da política brasileira e tem grandes desafios", apontou.
O legado conquistado pelo partido neste período é, de fato, bastante vasto. Abrange desde o Plano Real até a adoção da Lei de Responsabilidade Fiscal, passando pela criação dos medicamentos genéricos e dos inúmeros exemplos de boa gestão pública, a exemplo dos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Para Fruet, o PSDB nasceu com uma visão global, mas sobretudo com forte preocupação social. "Temos uma visão de Estado, de gestão com eficiência e com preocupação popular e social. É bom lembrar que quase todos os programas sociais hoje consagrados no Brasil tiveram origem no governo do PSDB. O controle da inflação permite uma justa distribuição de renda, principalmente para as famílias mais pobres. E os programas sociais tem um fator de diminuir um quadro de imensa desigualdade que o Brasil ainda não conseguiu corrigir", avaliou.


 


Apesar das inúmeras contribuições ao país, o tucano afirma que o PSDB não está parado e sabe em que o Brasil precisa evoluir. Melhorias nas áreas da educação, saúde e segurança são algumas das bandeiras que terão grande destaque na campanha presidencial, por exemplo.

"É impossível pensar num projeto político para o país que não passe pela discussão de uma agenda que o PSDB contribuiu - e muito - para a gestão pública brasileira", assegurou Fruet.
Ainda de acordo com o líder da Minoria da Câmara, o PSDB, ao longos desses 22 anos, consegue manter o respeito e a dignidade da população em virtude de sua seriedade, responsabilidade e compromissos com os brasileiros e com o desenvolvimento nacional.

Números comprovam a força tucana

5 governadores (São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Alagoas e Roraima).
800 prefeitos59 deputados federais
13 senadores 137 deputados estaduais 6 mil vereadores

(Reportagem: Artur Filho/ Foto: Paula Sholl)


Leia mais sobre a história do PSDB aqui 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Palestra Questões Federativas com André Regis

Palestra sobre questões federativas nessa quinta-feira (17/06/2010) com André Regis, na sede do Instituto Teotônio Vilela em Pernambuco. Inscrições gratuitas.
 Clique na imagem para ver maior.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Por uma política externa responsável

Fernando Henrique: governo brasileiro fez muito barulho sobre acordo com Irã

 

A despeito das bazófias presidenciais que vez por outra voltam ao bordão de que “hoje não nos agachamos mais” perante o mundo, se há setor no qual o Brasil ganhou credibilidade e, portanto, o respeito internacional, foi no das relações exteriores.
Elas sempre foram orientadas por valores e estiveram intransigentemente fincadas no terreno do interesse nacional. A demagogia presidencial não passa de surto de ego deslumbrado, que desrespeita os fatos e mesmo a dignidade do país.
Com exceção dos flertes com o totalitarismo europeu durante o Estado Novo, sempre nos orientamos pela defesa dos valores democráticos, pela busca da paz entre as nações, por sua igualdade jurídica e pela defesa de nossos interesses econômicos.
Com toda a dificuldade do período da Guerra Fria – quando os governos militares se opuseram ao mundo soviético e a seus aliados –, não nos distanciamos do que então se chamava de Terceiro Mundo. Se não nos juntamos propriamente ao grupo dos “não alinhados”, dele sempre estivemos próximos.
Terminada a Guerra Fria, restabelecemos relações com os países do campo socialista, Cuba e China à frente, voltamos a estar mais ativamente presentes na África, apoiamos o Conselho de Segurança nos conflitos entre Israel e a Palestina, sustentamos a posição favorável à criação de “dois Estados” e o respeito às fronteiras de 1967 e nunca nos solidarizamos com o grito de “delenda Israel”, nem com as afrontas de negação do Holocausto.
Seguindo esta mesma linha, assinamos o Tratado de Não Proliferação de armas atômicas (TNP), com ressalvas quanto à manutenção dos arsenais pelos “grandes”, fomos críticos das invasões unilaterais no Iraque e só aceitamos a intervenção no Afeganistão graças à supervisão das ações bélicas pela ONU.
A reação ao unilateralismo foi tanta, que em discurso na Assembleia Nacional da França cheguei a aludir à similitude entre o unilateralismo e o terrorismo, provocando certo mal-estar em Washington. Procedemos de igual modo na defesa de nossos interesses como país em desenvolvimento.
No dia em que se publicarem as cartas que dirigi aos chefes de Estado do G-7, ver-se-á que predicávamos desde então maior regulação financeira no plano global e maior controle do FMI e do Banco Mundial pelos países emergentes.
Reivindicamos nossos direitos comerciais na OMC, a começar pelo caso do algodão, e no caso das patentes farmacêuticas defendemos vitoriosamente em Doha o ponto de vista de que a vida conta mais que o lucro. Todas essas políticas tiveram desdobramentos positivos no atual governo.
Temos, portanto, credenciais de sobra para exercer uma ação mais efetiva na condução dos negócios do mundo. A hegemonia norte-americana vem diminuindo pelo fortalecimento econômico dos Brics (metáfora que abrange não só os quatro países, mas vários novos atores econômicos), especialmente da China, pela presença da União Europeia e também vem sendo minada pelas rebeliões do mundo árabe e muçulmano, como o próprio governo Obama reconhece.
É natural, portanto, que o Brasil insista em sentar à mesa dos tomadores de decisões globais. Sendo assim, por que a celeuma causada pela tentativa de acordo entre Irã e a comunidade internacional empreendida pelo governo brasileiro?
Há duas ordens distintas de questões para explicar o porquê de tanto barulho. A primeira é a falta de clareza entre a ação empreendida e os valores fundamentais que orientam nossa política externa. A segunda é a forma um tanto retórica e pretensiosa que ela vem assumindo.
Quanto ao primeiro ponto, como compatibilizar o repúdio às armas nucleares com a autonomia decisória dos povos? Esta abrange inclusive o direito ao conhecimento de novas tecnologias, mesmo as “duais”, que tanto podem ser usadas para a paz como para a guerra.
Em nosso caso, conseguimos, por exemplo, dominar a técnica de foguetes propulsores de satélites (e quem lança satélite pode lançar mísseis). Ninguém desconfia, entretanto, de que a utilizaremos para a guerra, até porque obedecemos às regras do acordo internacional que regula a matéria.
Do mesmo modo, dominamos o ciclo completo de enriquecimento do urânio. Mas não cabem dúvidas de que não estamos fazendo a bomba atômica, não só porque nossa Constituição proíbe, mas porque inexistem ameaças externas e porque submetemos o enriquecimento do urânio (guardado o sigilo da tecnologia usada) ao duplo controle de um tratado de fiscalização recíproca com a Argentina e da Agência Internacional de Energia Atômica.
É precisamente isso que falta no caso do Irã: a confiabilidade internacional nos propósitos pacíficos do domínio da tecnologia. E é isso que o governo americano alega para recusar a intermediação obtida, ao reafirmar que a quantidade de urânio já disponível, mesmo descontada a quantidade a ser remetida para enriquecimento no exterior, permitiria a fabricação da bomba.
O xis da questão, portanto, seria a obtenção pelo Brasil e Turquia de garantias mais efetivas de que tal não acontecerá. Deixando de lado as alegações recíprocas sobre se houve o estímulo americano à ação intermediadora (que para quem quer ter uma posição independente na política externa é de somenos), uma ação eficaz para evitar o confronto e as sanções – posição coerente com nossa tradição negociadora – deveria buscar desfazer a sensação da maioria da comunidade internacional de que o governo iraniano está ganhando tempo para seguir em seus propósitos nucleares.
Neste ponto, a retórica dos atores brasileiros parece ter falhado. O levantar de mãos de Ahmadinejad e Lula, à moda futebolística, e as declarações presunçosas do presidente brasileiro passando a impressão de que havíamos dado um drible nas “grandes potências”, digno de Copa do Mundo, reforçaram a sensação de que estaríamos (no que não creio) nos bandeando para o “outro lado”. E em política internacional, mais do que em geral, cosi é (se vi pare).
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, é ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB.


Fonte: Estado de S. Paulo